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Acorda, mãe.


Acorda.

Não amanhã.

Não quando doer mais.

Acorda agora.

Você criou um(a) filho(a), não um rei ou uma rainha.

Não um chefe.

Não alguém com direitos vitalícios sobre a sua vida.

Você fez tudo.

Tudo.

Deu colo, deu tempo, deu dinheiro, deu silêncio.

Encobriu erros para proteger do mundo e acabou ensinando que sempre haveria alguém limpando os rastros.

E hoje você não é só mãe.

É babá.

É empregada.

É caixa eletrônico.

É escudo moral.

É cúmplice do que sabe que está errado, mas finge não ver para não perder o pouco de afeto que ainda recebe.

E seja honesta: isso não é amor.

Isso é medo.

Medo de dizer não.

Medo de ser rejeitada.

Medo da fúria de um(a) filho(a) mal-educado(a) emocionalmente, que nunca ouviu limites e agora se sente no direito de exigir tudo.

Você aguenta o tom atravessado.

Engole a grosseria.

Aceita a falta de respeito.

Tudo em nome de uma paz que só existe porque você se cala e se apaga.

Mas até quando?

Até quando vai aceitar a culpa de consertar um(a) filho(a) que já deveria responder pelas próprias escolhas?

Até quando vai se convencer de que o erro dele(a) é uma missão sua?

Até quando vai bancar erros que não são seus?

Até quando vai confundir maternidade com submissão?

Filho(a) não é extensão da mãe.

Filho(a) não tem licença para ferir.

Filho(a) não cresce para mandar, humilhar ou sugar.

Você não foi colocada no mundo para ser explorada por quem você mesma ensinou a andar.

Você não criou alguém para ser usada.

Acorda para a vida.

Enquanto você cobre, ele(a) não aprende.

Enquanto você paga, ele(a) não assume.

Enquanto você aceita, ele(a) repete.

O limite que você não impôs virou o monstro que agora te encara sem pudor.

Amor também é ruptura.

Também é confronto.

Também é dizer, com voz firme: “Comigo, não.”

Você não perde um(a) filho(a) quando coloca limites.

Você perde a si mesma quando continua permitindo tudo.

Acorda, mãe.

Antes que reste apenas cansaço.

Antes que o amor vire ressentimento.

Antes que você perceba tarde demais que criou alguém incapaz de respeitar — porque nunca precisou.


Você não precisa passar por isso sozinha. Não precisa carregar culpas que não são suas. Não precisa continuar tentando consertar o que já não depende mais de você.

Existe um lugar onde você pode falar sem medo, sem julgamento e sem precisar se explicar o tempo todo. Onde você aprende a colocar limites sem culpa e a se escolher sem se sentir errada.

Cuidar de si também é um ato de amor.

Você merece apoio para acordar e seguir inteira.


Experiência Inicial
R$35.00
45min
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Lindo! Doloroso e duro!

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